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Gestão comercial

Como calcular o custo da hora de trabalho

Calcule uma referência de custo por hora, separe capacidade vendável de agenda disponível e teste o efeito da ocupação antes de orçar um serviço.

Equipe OrçaMar
Publicado em · 3 min de leitura
Um relógio de mesa grande ao lado de uma ampulheta e moedas empilhadas em colunas de alturas diferentes, com uma agenda semanal aberta ao fundo.

Calcule o custo da hora dividindo o bloco mensal de custos que você deseja distribuir pelas horas que consegue vender e executar no mesmo período. Usar todo o expediente como denominador pode esconder o tempo de atendimento, administração e intervalos sem trabalho contratado.

Esse valor é uma referência interna de custo. O preço cobrado precisa considerar o escopo, gastos específicos, deduções aplicáveis e condições comerciais.

Defina o que já está dentro do custo

Escolha o mês de referência e reúna a remuneração pelo trabalho e as despesas operacionais que serão distribuídas por hora. Escreva o conteúdo desse bloco. Se um software ou a remuneração de execução já estiver nele, não acrescente o mesmo valor novamente a cada entrega.

Mantenha fora do bloco os gastos exclusivos de um atendimento, como uma peça ou deslocamento específico. Esses gastos entram no orçamento correspondente. Para uma equipe com funções e custos diferentes, calcule referências por função quando uma média única distorcer a decisão.

Estime capacidade a partir da rotina

Parta das horas de presença e retire o tempo destinado a atividades que não serão vendidas separadamente. Use registros recentes de preparação, administração e execução. Não desconte a preparação duas vezes: ela pode fazer parte das horas de uma entrega fechada, desde que esteja incluída na estimativa daquele trabalho.

Separe capacidade possível de demanda provável. Ter 100 horas livres para execução não significa ter clientes para comprar todas elas. Monte pelo menos um cenário de menor ocupação para avaliar a exposição.

Exemplo fictício de ocupação

Uma prestadora hipotética tem R$ 6.000,00 no bloco mensal. De 160 horas de agenda, 40 ficam para atividades internas, restando capacidade de 120 horas. A previsão comercial, porém, é vender 80 horas.

Exemplo fictício de ocupação
Base usadaContaCusto distribuído por hora
Todo o expedienteR$ 6.000,00 ÷ 160R$ 37,50
Capacidade de execuçãoR$ 6.000,00 ÷ 120R$ 50,00
Horas previstas de vendaR$ 6.000,00 ÷ 80R$ 75,00

Se vender 80 horas com apenas R$ 50,00 de cobertura por hora, distribuirá R$ 4.000,00 do bloco, deixando R$ 2.000,00 descobertos. A diferença não desaparece porque existe agenda livre. Os números são sintéticos e não indicam remuneração ou ocupação recomendada.

Leve a referência para uma entrega

Um serviço fictício de seis horas, usando R$ 75,00 por hora, recebe R$ 450,00 do bloco mensal. Se exigir R$ 90,00 adicionais ainda não incluídos, a base considerada será R$ 540,00. Isso ainda não é o preço final nem lucro apurado.

Confira se as seis horas incluem preparação e revisão. Depois da entrega, compare horas previstas e executadas; um desvio frequente pode estar no escopo ou na estimativa, além do custo da hora.

Quando a conta pede uma decisão

Revise o denominador quando mudar a procura, a equipe ou a carga de atividades internas. Se o custo por hora subir por baixa ocupação, simplesmente elevar o preço pode reduzir a demanda. Avalie também agenda, escopo e despesas antes de decidir.

O material do Sebrae RS relaciona custo da mão de obra ao tempo de execução remunerada. Para integrar essa referência ao preço, veja como precificar serviços. O OrçaMar permite organizar catálogo e propostas; a estimativa de capacidade precisa refletir seus registros reais.

Quando a entrega for fechada, use essa referência para montar um pacote com escopo definido.

Fontes e referências

Como formar preço de serviços — Sebrae RS — consulta em 26 de outubro de 2026.

Conteúdo educativo revisado em 26 de outubro de 2026. Os exemplos são fictícios e não substituem a orientação de um contador ou advogado. Como produzimos os guias.